Aula 4 Corresponsabilidade e Protagonismo Juvenil

TEMA: Corresponsabilidade e Protagonismo Juvenil

Nossa aula foi:

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EIXO TEMÁTICO

 

HABILIDADES

 

OBJETIVOS DE CONHECIMENTOS

 

CONTEÚDO

 

METODOLOGIA:

O objetivo dessa aula é trabalhar o conceito de protagonismo juvenil por meio dos três pilares que constituem o jovem protagonista aplicados na vida social.

Para tanto, nos serviremos de leitura, interpretação e reflexão com base em texto.

Inicialmente realizaremos a leitura do texto.

Na primeira retomada da aula realizaremos dinâmica sobre projetos individuais e projetos possíveis de serem integrados.

Na segunda retomada da aula realizaremos uma atividade dinâmica sobre relacionamentos interpessoais.

Na terceira retomada da aula realizaremos uma atividade dinâmica sobre engajamento.

 

MATERIAL:

TEXTO

1. “Jovem, Olha! A vida é nova... a vida é nova e anda nua, vestida apenas com o teu desejo.” Mario Quintana

O que é Participação?

2. Processo que envolve os estudantes em decisões da escola de forma cotidiana, orgânica e incorporada.

3. O pedagogo mineiro Antonio Carlos da Costa (1949-2011), estudou e definiu o conceito de protagonismo juvenil, defendendo a participação como um caminho para formar cidadãos autônomos, críticos, criativos e com capacidade de transformar o mundo. Mais que isso, é um direito garantido pela Constituição de 1988 e regulamentado por leis complementares como a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) e o PNE (Plano Nacional da Educação).

4. Uma questão que exige atualização é a abrangência da oferta de participação que a escola se acostumou oferecer. Na maioria dos casos, ela é extraordinária (acontece esporadicamente), provocada (quando alguém demanda) e localizada (para um único tipo de atividade ou espaço). Em seu lugar, é necessário que a escola encontre práticas que tornem a participação cotidiana, orgânica (presente em todos os processos) e incorporada por todos e em todos os espaços. Os estudantes podem e devem ser envolvidos nas decisões referentes as práticas pedagógicas, currículo, gestão escolar, ambiente e infraestrutura da escola, relação com família e comunidade e até avaliação.

Corresponsabilização - Envolver os estudantes na busca de soluções para os desafios da escola

5. Redes de ensino e gestores escolares são responsáveis por assegurar que as escolas cumpram o seu papel e garantam o direito de cada criança, adolescente e jovem a uma educação básica de qualidade. Os estudantes, porém, não precisam ser beneficiários passivos desse processo. Além de ouvir suas opiniões e permitir que façam escolhas e tenham experiências autorais, as instituições de ensino também devem engajá-los em discussões e iniciativas voltadas a melhorar o seu cotidiano educacional.

6. Escolas que adotam modelos de gestão mais democráticos já costumam abrir espaços interessantes para a participação efetiva dos estudantes via grêmios, assembleias, conselhos e instâncias afins. No entanto, boa parte das discussões em que eles se envolvem ainda trata de temas laterais, como festas e eventos esportivos.

7. Experiências mais aprofundadas têm conseguido engajar os estudantes na solução de questões realmente desafiadoras, como a indisciplina, a depredação física, as dificuldades de aprendizagem e o orçamento da escola. Além de trazerem novas perspectivas sobre esses problemas e suas causas, os estudantes conseguem apoiar os professores a formular soluções mais efetivas e a implementá-las.

8. Uma nova regra ou iniciativa decidida apenas pelo gestor tem menos chance de ser abraçada pela comunidade escolar do que algo que é construído coletivamente, inclusive com a participação dos estudantes, os quais têm ainda a importante missão de mobilizar os seus pares. Nesse caso, o efeito reverso pode se manifestar quando gestores tomam suas decisões e convidam os estudantes apenas para endossá-las e difundi-las, sem que o diálogo tenha de fato acontecido.

9. Mais uma vez, é preciso respeitar as opiniões e propostas dos estudantes e engajá-los em atividades de discussão e busca de solução que os façam se sentir seguros, confortáveis e motivados. Não podemos esquecer que eles são crianças, adolescentes e jovens e, portanto, contribuem melhor quando envolvidos em ambientes que consideram as suas peculiaridades. Reuniões prolongadas e com muito falatório técnico costumam inibir a participação da maioria dos estudantes. Por outro lado, eles podem ser extremamente colaborativos quando envolvidos em atividades dinâmicas e criativas, nas quais se expressam por meio das suas próprias linguagens, narrativas e estratégias.

 

🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒

O professor deverá fazer um breve resumo/comentário dos textos sugeridos para esta aula, destacando os pontos de corresponsabilidade, participação, autonomia e juventude.

 

Atividade 1: Participação coletiva

Objetivo

Discutir o conceito de participação.

Material

Folhas de papel de seda.

Processo

Entregue uma folha de papel de seda e peça para que construam algo com esta folha, sem usar canetas ou cola. Dar uma forma, construir algo.

Após um tempo inicial, proponha que formem duplas e que deverão construir algo comum com as duas construções anteriores.

Após um tempo proponha que formem grupo de 8 (oito) estudantes e façam o mesmo exercício.

A última etapa é uma atividade coletiva com todos, onde o grupo deverá construir, com todas as construções anteriores, um trabalho coletivo.

Pontos para discussão

Como foi o trabalho do grupo, como grupo?

Quais as diferentes maneiras de participação que aconteceram?

Quem coordena, quem faz a tarefa, quem decide, quem fica calada, quem não participa, quem fica olhando, quem fica distante, quem só discorda etc.

Quais foram as pessoas que coordenaram? Como coordenaram?

O que podemos aprender com esta dinâmica?

O que é participação?

Vocês acham que a sociedade de hoje tem algum tipo de expectativa de participação dos jovens?

 

Atividade 2:

A PIPA E A FLOR

1. Era uma vez uma pipa.

2. O menino que a fez estava alegre e imaginou que a pipa também estaria. Por isso fez nela uma cara risonha, colando tiras de papel de seda vermelho: dois olhos, um nariz, uma boca...Ô pipa boa: levinha, travessa, subia alto...Gostava de brincar com o perigo, vivia zombando dos fios e dos galhos das árvores.

3.__“Vocês não me pegam, vocês não me pegam...” E enquanto ria sacudia o rabo em desafio.

4. Chegou até a rasgar o papel, num galho que foi mais rápido, mas o menino consertou, colando um remendo da mesma cor. Mas aconteceu que num dia, ela estava começando a subir, correndo de um lado para o outro no vento, olhou para baixo e viu, lá num quintal, uma flor. Ela já havia visto muitas flores. Só que desta vez os seus olhos e os olhos da flor se encontraram, e ela sentiu uma coisa estranha. Não, não era a beleza da flor. Já vira outras, mais belas. Eram os olhos...

5. Quem não entende pensa que todos os olhos são parecidos, só diferentes na cor. Mas não é assim. Há olhos que agradam, acariciam a gente como se fossem mãos. Outros dão medo, ameaçam, acusam, quando a gente se percebe encarados por eles, dá um arrepio ruim pelo corpo. Tem também os olhos que colam, hipnotizam, enfeitiçam... Ah! Você não sabe o que é enfeitiçar?! Enfeitiçar é virar a gente pelo avesso: as coisas boas ficam escondidas, não têm permissão para aparecer; e as coisas ruins começam a sair. Todo mundo é uma mistura de coisas boas e ruins; às vezes a gente está sorrindo, às vezes a gente está de cara feia. Mas o enfeitiçado fica sendo uma coisa só... Pois é, o enfeitiçado não pode mais fazer o que ele quer, fica esquecido de quem ele era...A pipa ficou enfeitiçada. Não mais queria ser pipa. Só queria ser uma coisa: fazer o que a florzinha quisesse. Ah! Ela era tão maravilhosa! Que felicidade se pudesse ficar de mãos dadas com ela, pelo resto dos seus dias... E assim, resolver mudar de dono. Aproveitando-se de um vento forte, deu um puxão repentino na linha, ela arrebentou e a pipa foi cair, devagarzinho, ao lado da flor.

6. E deu a sua linha para ela segurar. Ela segurou forte. Agora, sua linha nas mãos da flor, a pipa pensou que voar seria muito mais gostoso. Lá de cima conversaria com ela, e ao voltar lhe contaria estórias para que ela dormisse. E ela pediu:

7. __“Florzinha, me solta...” E a florzinha soltou. A pipa subiu bem alto e seu coração bateu feliz. Quando se está lá no alto é bom saber que há alguém esperando, lá embaixo. Mas a flor, aqui de baixo, percebeu que estava ficando triste. Não, não é que estivesse triste. Estava ficando com raiva. Que injustiça que a pipa pudesse voar tão alto, e ela tivesse de ficar plantada no chão. E teve inveja da pipa. Tinha raiva ao ver a felicidade da pipa, longe dela...

8. Tinha raiva quando via as pipas lá em cima, tagarelando entre si. E ela flor, sozinha, deixada de fora.

9. __“Se a pipa me amasse de verdade não poderia estar feliz lá em cima, longe de mim. Ficaria o tempo todo aqui comigo...” E à inveja juntou-se o ciúme.

10. Inveja é ficar infeliz vendo as coisas bonitas e boas que os outros têm, e nós não. Ciúme é a dor que dá quando a gente imagina a felicidade do outro, sem que a gente esteja com ele.

11. E a flor começou a ficar malvada. Ficava emburrada quando a pipa chegava. Exigia explicações de tudo. E a pipa começou a ter medo de ficar feliz, pois sabia que isto faria a flor sofrer.

12. E a flor aos poucos foi encurtando a linha. A pipa não podia mais voar.

13. Via ali do baixinho, de sobre o quintal (esta essa toda a distância que a flor lhe permitia voar) as pipas lá em cima... E sua boca foi ficando triste. E percebeu que já não gostava tanto da flor, como no início...

14. Essa história não terminou. Está acontecendo bem agora, em algum lugar... E há três jeitos de escrever o seu fim. Você é que vai escolher.

15. Primeiro: A pipa ficou tão triste que resolveu nunca mais voar.

16. __“Não vou te incomodar com os meus risos, Flor, mas também não vou te dar a alegria do meu sorriso”. E assim ficou amarrada junto à flor, mas mais longe dela do que nunca, porque o seu coração estava em sonhos de vôos e nos risos de outros tempos.

17. Segundo: A flor, na verdade, era uma borboleta que uma bruxa má havia enfeitiçado e condenado a ficar fincada no chão. O feitiço só se quebraria no dia em que ela fosse capaz de dizer não à sua inveja e ao seu ciúme, e se sentisse feliz com a felicidade dos outros. E aconteceu que um dia, vendo a pipa voar, ela se esqueceu de si mesma por um instante e ficou feliz ao ver a felicidade da pipa. Quando isso aconteceu, o feitiço se quebrou, e ela voou, agora como borboleta, para o alto, e os dois, pipa e borboleta, puderam brincar juntos... Terceiro: a pipa percebeu que havia mais alegria na liberdade de antigamente que nos abraços da flor. Porque aqueles eram abraços que amarravam. E assim, num dia de grande ventania, e se valendo de uma distração da flor, arrebentou a linha, e foi em busca de uma outra mão que ficasse feliz vendo-a voar nas alturas. Rubem Alves

 

Objetivo

Discutir o relacionamento entre as pessoas.

Material

Cópias do texto A pipa e a flor.

Processo

Peça que cada estudante leia um parágrafo do texto A pipa e a flor, até chegar no final do texto.

Fechamento

Discuta com os estudantes se as mensagens deste texto podem nos fazer refletir sobre nossa vida e a nossa relação com o mundo.

 

Atividade 3:

Filme - Nenhum a menos

https://www.facebook.com/efivest/videos/899771467518983/

Objetivo

Facilitar a discussão sobre protagonismo em uma situação problema.

Material

Aparelho de televisão ou Projetor.

Filme Nenhum a menos.

Papel.

Canetas.

Processo

Comente que assistirão a um vídeo chinês chamado Nenhum a menos. Este vídeo trata da relação de uma professora com seus estudantes.

Peça que assistam ao vídeo e, caso seja possível, que observem as transformações que ocorrem com a professora no decorrer do seu trabalho com as crianças.

Pergunte o que acharam do vídeo e quais foram os temas que apareceram. Escreva os temas levantados no quadro.

Solicite que formem grupos de 5 estudantes e que discutam o filme a partir: Dignidade da Pessoa Humana; Igualdade de Direitos; Participação e Corresponsabilidade pela Vida Social.

Quando terminarem, solicite que cada grupo apresente sua discussão aos outros grupos.



Eleição do Líder

1ª Rodada https://forms.gle/dFqrzHQqeH43cHCt5